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Confusão Conceptual - Glúteos, Grande Nadegueiro, Rabo, Padaria (confusão grave), Traseiro...



O vocabulário Português é extremamente rico para denominar um músculo que simplesmente se designa glúteos. Principalmente para o sexo feminino (cada vez mais para o sexo masculino) este músculo é de extrema importância quando se avalia as intenções e objectivos pessoais de cada aluno num health club.

Mas o que estará por trás desta preocupação, que para algumas pessoas é uma obsessão? Sem dúvida que a publicidade massiva nos mass média e a conotação sexual que este músculo tem para a mente masculina, que depois se repercute no interesse feminino em despertar essa atenção, apresenta um forte peso nas intenções das alunas em treinar glúteos como senão houvesse o amanhã.


 À parte o tipo de glúteo que cada cultura preconiza como ideal: glúteo hispânico ("nádegas preenchidas e harmoniosas"), glúteo caucasiano ("nádegas preenchidas mas não demasiado grandes"), glúteos afro-latinos ("volumoso e saliente, com laterais preenchidas e, às vezes, com uma proeminência extrema da região superior das nádegas") ou glúteos asiáticos ("pequenos e de tamanho moderado"); vamos atender apenas à anatomia deste músculo, ao seu funcionamento, e por fim à forma como o trabalhar.

Nota: todo o ser humano é uno. Somos todos diferentes, mas todos iguais. Não há glúteos iguais (forma, nº e tipo de fibras musculares, composição corporal localizada, etc.) mas a forma de os trabalhar é a mesma, isto é, consoante a metodologia de treino e os objectivos pretendidos (hipertrofia, definição, tonificação, etc.) o movimento será o mesmo.




Anatómicamente o glúteo divide-se em três: máximo (insere-se na parte final da coluna vertebral ílio, sacro e cóccix e na tuberosidade glútea do fémur e fascia lata; tem como função a extensão e rotação lateral do quadril), médio (vem da superfície lateral do ílio e insere-se no grande trocânter do fémur; tem como função a abdução e rotação medial da coxa) e mínimo (igual ao glúteo médio). Aqui podemos desde já verificar a função que cada músculo possui e concluindo que o trabalhar será simplesmente executar os movimentos específicos a ele associados.


Segue-se um conjunto de exercícios que trabalhará o seu glúteo.


Dica BODYLIFE: treine as pernas em conjunto com os glúteos, pois toda a estrutura que se interliga ao quadril contribui para um melhor desenvolvimento e equilíbrio de todos os músculos.


Desmistificação mental feminina - Treino de Força


Existe uma grande preocupação e reticências por parte das mulheres relativamente ao treino de força, o que as leva a fugir a sete pés da sala de musculação. Mas, quando conseguimos uma abordagem ao assunto, numa avaliação física ou quando estão na zona cardiovascular, verifica-se a incongruência que persiste na visão sobre o treino resistido. 

Vamos então abordar alguns pontos a ter em conta:
  • · As mulheres em termos absolutos têm menos força que os homens, já em termos relativos essa diferença não é assim tão gritante;
  • Os ganhos de força nas mulheres ocorre à mesma velocidade (em termos médios) que nos homens;
  • As mulheres possuem um índice superior de força mais elevado nos membros inferiores que nos membros superiores;
  • Capacidade de aumento da área transversal do músculo é mais reduzida, o que traduz menores aumentos de força;
  • As mulheres apresentam uma resposta hormonal ao treino de força substancialmente inferior ao homem; o homem tem aproximadamente 10x mais testosterona (principal responsável pela hipertrofia muscular) que a mulher em repouso;
  • As mulheres com a menopausa diminuem drasticamente a produção das hormonas femininas(estrogénio e progesterona), levando a uma diminuição da densidade óssea, que em situações extremas leva à osteoporose; o treino de força atenua essa diminuição, sendo estritamente recomendado;
  • O exercício resistido aumenta o tónus muscular, levando à “firmeza” corporal que tanto a mulher deseja; assim como a um aumento do consumo energético pós-exercício.
Estes são algumas ideias importantes a reter pelas mulheres, não deixando de fazer uma ressalva, TODO O SER HUMANO É DISTINTO, obviamente que mais diferenças existem entre homens e mulheres, mas, há também diferentes adaptações ao exercício entre as mulheres. CONTUDO, Não há qualquer associação entre os exemplos que se seguem:









Ao observar as duas imagens anteriores, há que ter em conta vários aspectos:
  • Ambas as mulheres praticam exercício físico resistido intenso, mas com características diferenciadas;
  • Os objectivos são completamente diferentes, a senhora da direita JULIETTE BERGMAN (MS. Olympia 2001, 2002, 2003) possuí um objectivo de desenvolvimento muscular massivo e definido, claro que para tal é necessário um upgrade artificial (hormonas andrógenas anabolizantes) que de forma natural é impossível obter; para além de possuir um bronzeador/óleos que estéticamente tornam os corpos mais estriados (musculados) e um estilo de vida alimentar e suplementar bastante exagerado e desadequado ao estilo BODY LIFE.

Mulheres não há motivos para inquietações... O treino de força é excelente para tonificação muscular, redução de peso corporal, correcção postural, entre outros benefícios. Siga um estilo BODY LIFE.

Destacando o Óbvio


Actualmente já são mais que confirmados os benefícios do exercício físico para o ser humano, havendo muitos outros por confirmar. 
Está associada à prática regular de exercício físico um conjunto de alterações/adaptações fisiológicas/biológicas, psicológicas, cognitivas, sociais. Referindo alguns exemplos:

  • Fisiológicas/Biológicas: 
    • Melhoria da eficiência metabólica (transformações químicas no corpo, anabólicas a catabólicas, ex: produção de energia, processo de digestão, transporte orgânico de nutrientes, regulação térmica, eliminação de toxinas, regeneração celular, etc.);
    • Melhoria da massa muscular, tendões e articulações;
    • Melhoria das capacidades físicas (Força, Flexibilidade, Resistência, Equilíbrio);
    • Aumento da densidade óssea (importante para a população adulta mais ou menos acima dos 50 anos);
    • Fortalecimento do tecido conjuntivo (tecido que sustenta, preenche, transporta e defende o corpo humano, "que lhe dá a forma");
    • Melhoria da postura corporal;
    • Melhoria da sensibilidade à insulina;
    • Melhoria dos sistemas circulatório, respiratório;
    • Melhoria do sono;
  •  Psicológicas:
    • Aumento da auto-estima e do humor;
    • Melhoria do auto-conceito;
    • Diminuição do stress, da ansiedade, da depressão;
  • Cognitivas (com algumas reservas e muita discussão sobre esses benefícios):
    • Melhorias na memória;
    • Diminuição do risco de ter disfunções mentais;
  • Sociais (decorrentes dos benefícios psicológicos):
    • Aumento e melhoria das relações de grupo;
    • Maior capacidade de inclusão em grupos mais activos.
Há muitos outros benefícios que não foram aqui referidos, sendo estes os mais comuns. Convém antes demais referir que nem todo o exercício físico tem estes benefícios, pois muito depende do tipo, da intensidade, da frequência do exercício, e de outros factores. Assim, torna-se necessário adequar o exercício à pessoa que o quer praticar.

Deste modo, não há motivos para não praticar exercício físico de forma saudável e frequente... é tudo uma questão de estilo Body Life.

A complexidade do ser transuente!

O que diferencia o Homem das plantas é o seu carácter dinâmico, motriz, que o faz mover de um ponto para outro ponto diferente. Mas, tal como a planta o ser humano precisa de energia, contudo, ao contrário desta, ele para obter essa energia terá de gastar energia para a obter, aumentando assim a necessidade de energia.

Daqui observamos que a locomoção exige um desenvolvimento da comunicação nas suas inúmeras formas. Por sua vez, as comunicações requerem mecanismos sensitivos/perceptivos que, por sua vez, necessitam de mecanismos internos de regulação e execução de respostas e propostas de acção. Como surge a intencionalidade de realizarmos um determinado movimento? Como se processa a operacionalidade da intenção?

Podemos dizer que o desenvolvimento dos processos internos de execução das respostas e propostas de acção conduz ao desenvolvimento dos processos externos, isto é, o próprio movimento. Mas se este movimento é melhorado isso interfere com o desenvolvimento dos movimentos de outros seres que comunicam com este primeiro, desenvolvendo-os igualmente. Esta cadeia de desenvolvimento é então aperfeiçoada pelo desenvolvimento individual, que traduz um desenvolvimento colectivo e vice-versa. Resumindo, uma é produtora e ao mesmo tempo produto da outra.

Este BLOG emerge assim no desenvolvimento de uma ideia de COMPLEXIDADE do ser humano. Pretendo apresentar um conjunto de reflexões sobre alguns factores que podem influenciar a prestação motora, com principal enfoque no estilo de vida activo e educação pessoal focada em objectivos. Serão reflectidos os mais variados temas desde o Exercício, Nutrição, Psicologia, Filosofia, Coaching, etc...